Chovem palavras, como granizo,
Ondulam frases como vagas no mar;
Como folhas aladas, na ventania,
Sendo arrastadas em turbilhão
Pelo ar
As discussões…
São como raízes apodrecendo na lama
Pútrida dos charcos do ressentimento;
Nas águas tranquilas e falsas
Dos pântanos verbais:
São a agonia de sentimentos
Que não renascerão mais
As
discussões…
Cobrem o sol, a alegria do ser.
Quando fenece o Entendimento
São como golpes de incisivos punhais,
São como pedradas num canito aos ais
As
discussões…
Geram o ódio, geram a dor
No coração humano
Já muito marcado…
E para que servem, e para que servem,
Qual o fim último d’
As
discussões!??