Erva de um relvado separada,
Raminho partido de um arbusto,
Espiga de trigo precocemente ceifada –
- já não tenho a meu lado o teu ombro robusto…
São poucos nesta vida aqueles a quem
Podemos na verdade dar o nome de amigo,
Mas a vida é maré que vai e que vem
E já não posso ir à praia apanhar conchas contigo…
Partiste e cá fico com um lugar vazio
Aqui no cantinho do meu coração!
Sozinho medito à beira do rio
Deixando correr a recordação
Com as águas do Tejo,
E vejo imagens do passado,
Momentos que foram e não mais voltarão…
Que Deus seja contigo pelos tempos dos tempos,
Que te dê a doçura do descanso e da paz,
Eu cá fico com a lembrança dos momentos
Que passámos juntos, Alfredo, meu rapaz!
5 de Abril de 1995